Análise interessante do blogue INCURSÕES

Os jornais noticiam severamente uma forte dissonância entre as previsões do nosso sábio e experiente governo e os resultados da contracção do PIB. Até os mais pessimistas ficaram surpreendidos. Engano, queridas paroquianas. Engano. Eu, que sou um blogger a soldo das potências das trevas, não fiquei surpreendido. Também não fiquei feliz, cabe dizer, mas não fiquei surpreendido e quem me lê fielmente (ora tomem lá!, só leram em diagonal e agora queixam-se) sabe que me gastei até ao tutano em agoirentas predições que agora se mostram horrivelmente reais. Achei, e acho, que as etéreas criaturas que nos (des)governam não merecem mais crédito que o Zandinga. São amadores. Amadores fraquinhos, seja dito. Principiantes, mesmo. E é esta gente que quer fazer comboios de alta velocidade e outras bizarrias. Vê-se que em pequenos ninguém lhes fez a caridade de um comboio eléctrico, mesmo dos baratinhos. Agora vingam-se. Ele é TGV para aqui, para acoli e mesmo para Vigo. E Vigo, porquê? Já cá há o El Corte Inglês e vendem-se em qualquer praça os pimentos do Padron (unos pican otros non). Há por aí umas alminhas inocentes que acham que estas e outras despesas trarão para Portugal inumeráveis benefícios. Outras almas mais dadas à libertinagem juram que o tal comboio irá aumentar a predominância das praças espanholas sobre as portuguesas. Ou, por outras palavras: o tal Noroeste peninsular serve para favorecer ainda mais os hermanos espanhóis à custa de uma série de papalvos lusitanos que se julgam inteligentes.
E agora a verificação do erro de previsão. Vão dizer que é a crise, olá se vão. Qual crise qual quê! O tanas e o badanas. A burrice supina é só nossa, muito nossa. Ou melhor, deles, desse estouvado grupo de governantes que, contra todas as probabilidades e a mais elementar prudência, andaram por aí a armar-se ao pingarelho. Cotejem as suas declarações de, por exemplo, há dois meses atrás. Basta ir a uma biblioteca e pedir uma colecção de jornais referente a esse período. E digam-me depois se o que leram não parecia a a história da Branca de Neve travestida em lobo do Capuchinho Vermelho.
E agora a verificação do erro de previsão. Vão dizer que é a crise, olá se vão. Qual crise qual quê! O tanas e o badanas. A burrice supina é só nossa, muito nossa. Ou melhor, deles, desse estouvado grupo de governantes que, contra todas as probabilidades e a mais elementar prudência, andaram por aí a armar-se ao pingarelho. Cotejem as suas declarações de, por exemplo, há dois meses atrás. Basta ir a uma biblioteca e pedir uma colecção de jornais referente a esse período. E digam-me depois se o que leram não parecia a a história da Branca de Neve travestida em lobo do Capuchinho Vermelho.